• Trabalhadores se organizam e confirmam greve geral nesta sexta-feira.
  • 27 abr 2017

greve_geral_fa870-480x445 A indisposição do governo federal em negociar com as categorias de trabalhadores, inclusive os servidores públicos, alimentou a força e a mobilização de todas as categorias no sentido de paralisar o país nesta sexta-feira, 28.

Centrais sindicais, movimentos sociais e entidades de servidores públicos incrementaram as atividades de organização do movimento grevista contra as reformas previdenciária e trabalhista.

De uma tenda instalada em frente ao Congresso Nacional mais de 100 sindicatos vão transmitirão ao vivo os protestos pelas redes sociais para todo o país através de redes sociais e canais de notícias na Internet.

Os organizadores do movimento em Brasília mandaram fabricar dois grandes balões: de um simpático porquinho, representando a Previdência, e do secretário Marcelo Caetano, vestido com um macacão com propaganda de empresas de previdência complementar, e fazendo gesto de ameaça ao animalzinho.

Na opinião de Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional das Carreiras de Estado (FONACATE), “o governo apenas deu a impressão de que afrouxou as regras, mas piorou a situação do servidor. Antes, a paridade e a integralidade dos vencimentos era aos 65 anos, mas se podia pagar um pedágio de 20%. Agora, essa possibilidade de contribuição foi retirada”.

Para Sandro Alex de Oliveira Cesar, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), maior que a pressão no Congresso, será a cobrança na base de cada político pela manutenção de direitos adquiridos pelos trabalhadores.

“Dificilmente o parlamentar vai sacrificar o seu mandato. Diante da atual conjuntura, costumo dizer que surgiu no Brasil o voto habeas corpus. Porque quem não for reeleito, perde o foro privilegiado e vai para a primeira instância. Ou seja, vai ter um encontro com a Justiça”, ironizou Cesar. A seu ver, esse conjunto de reformas é inaceitável e o governo não pode achar que é possível adaptar no Brasil práticas válidas na Europa, porque as realidades são totalmente diferentes.